Em um vídeo agora famoso de 1994, Bryant Gumbel perguntou: “Afinal, o que é a internet?”. Os anfitriões do Today Show ficaram verdadeiramente perplexos ao ver os símbolos estranhos, como o @ em um endereço de e-mail, e como esses símbolos estavam reescrevendo a maneira como interagimos com o mundo. Eles não sabiam nem sequer que deveriam chamá-la de “a internet”.

Ainda mais surpreendente é o quão recente é esse clipe — 1994 não foi há tanto tempo assim. Em alguns poucos anos, a internet revolucionou a maneira como trabalhamos, vivemos, nos comunicamos e até mesmo comemos. Agora, o Facebook — que trocou seu nome para Meta — está procurando uma revolução semelhante com algo chamado metaverso. O metaverso promete, mais uma vez, revolucionar a maneira como trabalhamos, vivemos, nos comunicamos e comemos. Mas será que ele realmente é a próxima geração da internet? E, se realmente for, como você pode aprender sobre ele para que não termine parecendo o Today Show de 1994?

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O que é o metaverso?

O metaverso é um termo amplo para diferentes tecnologias que fazem a internet ganhar vida. Isso inclui a mais óbvia personificação — realidade virtual — mas também a realidade aumentada (lembra do “Pokemon GO”?).

Meta Platform Inc., anteriormente conhecido como Facebook, é o gigante de tecnologia que está tentando liderar uma nova onda de experiências mais imersivas do ciberespaço. Como Mark Zuckerberg disse, é “uma época em que os mundos digitais imersivos se tornam a maneira primária que usamos para viver nossas vidas e passarmos o nosso tempo”. Na verdade, há quem pense que o metaverso é como as pessoas realmente imaginaram a internet se desenvolvendo lá em 1994.

O metaverso é real?

Para explorar o metaverso, vamos ver um exemplo de como ele pode funcionar. Vamos supor que você jogue algo como World of Warcraft. Toda vez que você abre o World of Warcraft no seu computador, pode ser que você tenha um conjunto de bens virtuais na economia do jogo, mas eles não se traduzem necessariamente para a sua conta bancária. No entanto, dentro do universo do World of Warcraft, pode ser que você seja um verdadeiro Silvio Santos.

Veja o Fortnite, por exemplo, que já tem eventos virtuais imersivos dentro de sua plataforma. Esses pedaços de realidade que reconhecemos do dia a dia basicamente se deslocam para o online. Ainda podemos falar, nos comunicar e interagir — afinal, ainda é a internet.

Esses exemplos são apenas duas plataformas de metaverso. O metaverso, como estamos começando a conhecer, está procurando expandir esse conceito para uma experiência abrangente para todo o mundo digital. Mas será que é real? Isso é como perguntar se a internet é real. É claro que é, da mesma maneira que os telégrafos, chamadas telefônicas e e-mails eram reais. Basta lembrar que existe alguém do outro lado dos cabos de computador.

Vamos supor que no futuro você use a realidade virtual — ou VR — para entrar em um supermercado virtual e escolher itens que mais tarde serão entregues na vida real. Essa foi uma experiência real? Tão real quanto fazer compras pelo telefone. No entanto, pela VR, a experiência promete ser ainda mais imersiva. Ou, em outras palavras, mais real.

Como o metaverso funciona?

É uma pergunta com tantas respostas quanto “como a internet funciona?”, mas aqui está uma tentativa de quebrar o conceito em partes compreensíveis:

  • A experiência do metaverso: o resumo básico é que o metaverso é uma versão em VR ou realidade aumentada da experiência na internet. 
  • Como acessar o metaverso: crie uma conta em alguma plataforma de metaverso que mencionamos abaixo e já pode começar. Você provavelmente vai querer um headset de VR para poder experienciar as plataformas imobiliárias mais imersivas como as que o Meta está construindo.

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Exemplos de metaverso: plataformas que estão oferecendo acesso a uma nova internet

Se tudo isso parece muito complicado, lembre-se da época em que tudo o que você precisava saber era que o Google servia como a chave para esse universo gigante chamado internet. É praticamente a mesma coisa com o metaverso. Vamos dar uma olhada em alguns dos exemplos mais proeminentes de metaverso.

Exemplo #1: Meta

O Meta, anteriormente Facebook, está colocando todas as suas fichas no metaverso. Para isso, eles também criam headsets de VR, como o Oculus Quest 2, que são usados para jogos e também para acessar o metaverso. Essa mudança está ocupando um grande espaço em discussões sobre o metaverso, porque o gigante de tecnologia já colocou seu nome e reputação em jogo apostando que o metaverso será a próxima grande onda no mundo digital.

Exemplo #2: plataformas de metaverso em jogos eletrônicos

Jogos eletrônicos, especialmente o Fortnite, Minecraft e Sandbox, oferecem seus próprios universos em que você já pode ingressar. Se entrar num mundo construído em um jogo parece algo pequeno, é porque você ainda não viu o que podem fazer. Na verdade, o Sandbox é um jogo que faz propaganda de si principalmente como um mundo de VR, em vez de estritamente um jogo. 

“O Fortnite pode chegar primeiro (no metaverso)”, afirmou o Washington Post em 2020. De acordo com esse artigo, os usuários já gastaram centenas de milhões de dólares em moeda virtual nesse mundo. Existem tantos usuários jogando Fortnite que, quando um evento acontece no mundo do jogo, ele também tem um impacto muito poderoso nos usuários que estão no mundo real.

Exemplo #3: Decentraland

Decentraland é um mundo virtual que apresenta seus próprios sistemas de comércio e construção. Confira os eventos mais recentes e você verá que até mesmo a Sotheby’s está hospedando um leilão de NFTs. Em outras palavras, não existe um lugar no mundo real que você pode ir para fazer uma oferta nessas NFTs. Você precisa passar pelo metaverso. Se você já esteve em um webinário que não foi oferecido pessoalmente, já viu essa história antes.

Como entender uma nova palavra

Se o metaverso for como a internet, ele promete uma revolução em tecnologia digital que mudará completamente a maneira como vivemos. Mas vale lembrar que ninguém tem uma bola de cristal. Será que o metaverso é realmente apenas o hobby de uma subcultura entusiasta de jogadores, ou será que a palavra depreciativa “subcultura” já não representa mais esse conceito? De qualquer forma, como o Today Show mostrou, tecnologias revolucionárias tem uma capacidade impressionante de responder a essas perguntas muito rapidamente.

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